Quarta-feira, 18 de Abril de 2007
Floribella 2

Flor Valente Rebello de Andrade é uma rapariga extraordinária. Sempre acreditou em fadas. Que elas não só existem como nos protegem e estão lá, nos momentos mais difíceis, para nos ajudar. Mas os últimos tempos têm sido particularmente difíceis para Flor. Perdeu o amor da sua vida e vai ter de lidar com as malvadas bruxas Delfina e Magda que regressaram à mansão Fritzenwalden para “tomar posse” dos seus bens.

Para Delfina, os bens incluem todos os irmãos do Frederico. E quanto mais longe estiverem, melhor. Por isso, a sua primeira medida é mandar os mais novos, Tomás e Martim, para um terrível colégio interno. Com o poder de tutela do seu lado, as bruxas não se coíbem de maltratar toda a gente. Mas Flor nunca desiste de enfrentá-las. É na sequência de uma escaramuça com Magda, que inunda a rua do cabeleireiro de espuma, causando o caos na Travessa dos Beijos.

 

É nesse momento, no meio da espuma, que Flor conhece Máximo Augusto Calderón de la Hoya, conde de Kricoragán, o homem a quem Frederico salvou a vida no dia em que morreu. Máximo não se recorda de nada do que fez nas últimas duas horas. Desmaiou enquanto tentava prender o assassino do Frederico Fritzenwalden e, quando volta a si, está noutro sítio, nos braços de Flor, encharcado em espuma. Nenhum dos dois sabe quem é o outro, mas o impacto é imediato. Apesar dessa atracção inicial depressa se transformar numa zanga, já está a nascer entre os dois um sentimento mais forte que tudo, do qual ambos vão tentar fugir, sem êxito.

 

O que Flor ainda não sabe é que a sua relação com Máximo foi planeada no Céu. Na verdade, Deus concedeu a Frederico que um “sopro” do seu espírito permaneça no corpo do conde, dizendo-lhe que Máximo tem a força e a coragem que a ele lhe faltaram para enfrentar a maldade e proteger Flor e os seus irmãos. Em contrapartida, o “sopro do espírito” de Frederico ajudará Máximo a sentir e a amar, a sua grande falha. É assim que Frederico faz o conde assinar um documento, assumindo a tutela dos irmãos Fritzenwalden. Sem saber como nem porquê, o Conde depara-se com uma família a seu cargo, uma casa e um monte de responsabilidades, das quais só quer fugir!

 

Máximo só quer continuar com a sua tranquila vida de solteiro, mulherengo e conquistador. Tomar conta de cinco órfãos não está nos seus planos. Nem consegue acreditar no que ouve. Os irmãos Fritzenwalden muito menos. Em especial Afonso, que não perdoa a Máximo ele ser o responsável pela morte de Frederico. Para Afonso, Máximo só está interessado no dinheiro da família. Mas a lei impõe que Máximo cumpra as suas obrigações e, depois de muitas peripécias, o conde acaba por se mudar lá para casa.

 

Flor não reage bem à chegada de Máximo. O seu estilo de vida é completamente o contrário do que ela esperava de um príncipe. Máximo é machista, mulherengo, “bom vivant”, despreza o trabalho e as responsabilidades. Mas Flor não consegue deixar de sentir “algo” impossível de compreender. Começa por inexplicáveis “descargas eléctricas” que se produzem quando os dois se tocam… E transforma-se num afecto que ela se nega a admitir. Por seu lado, Máximo também não percebe o que se passa consigo. Sente premonições, coisa que nunca teve na vida, tem estranhos momentos de déjà vu e sente um carinho inexplicável pelos miúdos. Evaristo, o seu mordomo e homem de confiança de sempre, anda seriamente preocupado com a sua saúde mental.

 

Flor descobre que o pai lhe deixou em testamento cinquenta por cento dos seus bens. Delfina e Magda fazem de tudo para impedir que ela receba esse dinheiro. Só não contavam com a perspicácia do falecido Adolfo Rebello de Andrade, que redigiu um testamento “à prova de bruxarias”. O que está escrito vai deixar todas surpreendidas…

 

Apesar dos contratempos, Flor não perde o seu bom humor e a sua alegria. Decide refazer a banda de música, mas desta vez com a intenção de ajudar as pessoas. Os Floribella vão cantar a colégios e a hospitais, vão ajudar pessoas em perigo, atenuando a tristeza delas com a música e a alegria de Flor. A força de Flor vai acabar também por ter um “efeito colateral” – seduzir Lourenço e trazer ao de cima o melhor que ele tem.

 

Mas não vai ser fácil… Burlão e vigarista de profissão, Lourenço foi o primeiro marido de Delfina. Como ela pensava que o casamento não era válido e nunca houve um divórcio, Delfina cometeu o crime de bigamia. Na verdade, o seu casamento com Frederico não é válido. Lourenço guarda este segredo, a troco de partilhar com ela a fortuna Fritzenwalden.

Nos planos de Lourenço também consta ficar com o dinheiro de Máximo, de quem agora é secretário particular, fingindo ser um militar paralítico na reforma, e com aquele que Flor possa vir a herdar. Inteligente e mentiroso é muito diferente de Delfina, pois tem um coração de criança travessa, e será assim até ao final. Um coração que, contra todas as suas estratégias, comove-se com Flor. Lourenço acaba perdidamente apaixonado por ela e disposto a fazer tudo o que tiver ao seu alcance para conquistá-la.

 

É assim que nasce o acordo entre Lourenço e Delfina: Ele tem de seduzir Flor, enquanto Delfina conquista o conde e o convence a casar-se com ela. A ideia de se transformar em “condessa” agrada-lhe e, uma vez mais, a bruxa júnior conta com o apoio da mamã, que aspira a ser “rainha mãe”. O quarto elemento deste grupo de criminosos é Araújo, um espertalhão com alguns conhecimentos de medicina e farmácia, que se aproximou das bruxas quando estas precisaram de assessoria durante “a doença mortal” de Delfina. Depois do casamento religioso com Magda, Araújo aspira agora a ter “o papelinho” que o transforme no marido de Magda perante a lei, para poder então ficar com uma parte da herança “Rebello de Andrade”. Na verdade, Araújo tem alma de adolescente. Adora gomas, filmes de terror e livros policiais e às vezes sente empatia pelos miúdos. Tem medo de cobras e falta de jeito para o crime. Em geral, os planos correm-lhe mal, mas como tem um sentido de humor corrosivo e não se cansa de mimar Magda, ela acaba sempre por o desculpar.

 

O que nenhum dos quatro imagina é que Flor acabará por reconhecer o “sopro” de Frederico no Conde e compreenderá que o amor verdadeiro é mais poderoso que o corpo ou o espírito. E como ainda existem contos de fadas, Floribella vai ter uma segunda oportunidade de ter um final feliz.

 



publicado por lucinderella às 23:31
link do post | comentar | ver comentários (1) | adicionar aos favoritos
|

Sábado, 11 de Novembro de 2006
...
 

Hoje ainda existem contos de fadas...

Ainda existem bruxas...

Ainda existem Cinderelas...

No Mundo das Fadas Encantadas.


 Anaflor Valente é uma rapariga em tudo extraordinária. Sempre acreditou em fadas. Que elas não só existem como nos protegem e estão lá, nos momentos mais difíceis. As fadas e todo o seu mundo mágico, onde as coisas que parecem impossíveis se tornam fáceis, estão sempre com ela. Flor, como todos a conhecem, perdeu a mãe em criança, o pai sempre esteve ausente. A vida não lhe foi fácil. Não teve tempo para estudar ou para brincar, como as outras crianças, mas aprendeu a fazer frente aos desafios e a vencê-los, das maneiras mais originais que se possa imaginar.

 

Um sonho e uma história de amor


Flor tem um sonho. Quer cantar. Os amigos mais próximos, Bata, Flip, Clara e Xana têm uma banda, que atravessa uma crise. Vão ter uma audição importante e a vocalista acaba de abandonar o grupo. Flor agarra a oportunidade. Nessa noite, a banda consegue um concerto. Vão tocar a casa de uma família rica. São os Fritzenwalden. E é lá que Flor conhece Frederico. Há muito tempo que Flor sonhava com o seu príncipe encantado. Imaginava-o alto, louro, de olhos verdes, penetrantes. Quando Flor vê Frederico pela primeira vez, sabe que é ele o seu príncipe, o homem da sua vida. E nunca mais o vai esquecer.

Frederico Fritzenwalden é o mais velho de seis irmãos. Nasceu no seio de uma família luso-alemã da capital. O pai fez fortuna no ramo da engenharia. Fundou um império de empresas e deu aos filhos uma educação germânica, rígida, formal, conservadora. Tinha uma paixão, voar, e passou-a a Frederico. Mas a tragédia abateu-se sobre os Fritzenwalden. Durante um voo de recreio, o pai perdeu os controlos da avioneta que pilotava e despenhou-se. A morte do patriarca dos Fritzenwalden deixou Frederico à frente dos destinos da família. Encheu-o de responsabilidade e retirou-lhe a juventude.

Tal como Flor, Frederico perdeu a mãe muito cedo. Helena Fritzenwalden sempre fora para Frederico o lado do sentimento, da ternura. Frederico perdeu esse lado. E só o vai reencontrar quando conhecer Flor.

 

 

As bruxas más


O problema é que Frederico tem uma namorada e vai casar. Delfina Rebello de Andrade conhece Frederico desde que eram miúdos. A mãe dela, Magda, era amiga de Helena Fritzenwalden e é a madrinha de baptizado de Frederico. Delfina e Frederico viveram os dois últimos anos juntos, na Alemanha. Frederico estava a completar uma pós-graduação e Delfina foi viver com ele. Regressam a Portugal para casar e Delfina vai viver para a casa dos Fritzenwalden, com a mãe e a irmã, Sofia.

Os irmãos Fritzenwalden

As coisas na mansão já correram melhor. Helga, a governanta, sempre cuidou das crianças, e conhece os mais pequenos desde que nasceram. Impôs-lhes a disciplina que o pai Fritzenwalden sempre defendeu e ofereceu-lhes uma dedicação extrema. Mas nunca conseguiu dar-lhes o carinho de que precisavam. Agora já não dá conta do recado. A juntar à crescente rebeldia adolescente de Maria, a única rapariga, tem agora de lidar com o isolamento de Martim, um génio precoce e problemático, e com as tropelias do pequeno Tomás, o terror da casa. Só Henrique parece ter juízo. Mas não passa de aparência. Henrique não olha a meios para conseguir uma namorada, e muitas vezes mete-se em asneiras piores que as dos mais pequenos. O problema de Henrique é que, ao contrário do seu irmão gémeo, Afonso, não tem a mesma facilidade com as raparigas, nem o mesmo charme. Henrique percebe de computadores e é um craque nos estudos. Afonso é piloto de karting, atlético e bonito, e nunca ligou muito à escola. E, enquanto Afonso colecciona namoradas, Henrique colecciona frustrações. É que são gémeos falsos.

Flor e os irmãos Fritzenwalden

 

 


O que os Fritzenwalden estão a precisar é de alguém que devolva à casa a alegria, o amor e a harmonia que a povou no passado. Por obra do destino, essa pessoa vai ser Flor. A partir do momento em que entra em casa dos Fritzenwalden, Flor começa a viver o seu conto de fadas. O seu príncipe, que parecia inacessível, está cada vez mais próximo. E as bruxas más, Magda e a sua filha Delfina, de tudo farão para a impedir de realizar o seu sonho. Além disso, as crianças já a colocaram no lugar que a mãe deixou vago e Flor sente-se cada vez mais ligada a elas.

A Praça dos Amores Perfeitos



A história de Flor é a história da Cinderela dos tempos modernos. Ou de como o amor vence tudo, mesmo as barreiras impossíveis. Conseguirá Flor ganhar o amor do seu príncipe? Ou será o poder do mal mais forte do que o poder das fadas?

Uma coisa é certa: Flor não vai desistir de ser feliz e de fazer felizes todos os que a rodeiam.

Flor vai viver entre a mansão dos Fritzenwalden e a Praça dos Amores Perfeitos, onde habitam os amigos, onde a banda tem o seu local de ensaios e onde vive e trabalha Tita, a grande amiga da falecida mãe de Flor,  e uma espécie de segunda mãe para ela. Tita está sempre pronta para ajudar Flor quando ela precisa, sem pensar duas vezes. Na Praça dos Amores fica também o «Chá de Letras», uma livraria-café, transformada em local de encontro da banda e por onde passam todas as histórias. Pascoal, o dono e mentor do espaço, é uma personagem rara. Trata os livros como se fossem seus filhos e faz questão de vigiar de perto quem os compra, recusando-se mesmo a vender livros a certas pessoas, se não lhe agradam.


publicado por lucinderella às 16:22
link do post | comentar | ver comentários (1) | adicionar aos favoritos
|

.mais sobre mim
.posts recentes

. Floribella 2

. ...

.voltar ao blog
blogs SAPO
.subscrever feeds