Flor Valente Rebello de Andrade é uma rapariga extraordinária. Sempre acreditou em fadas. Que elas não só existem como nos protegem e estão lá, nos momentos mais difíceis, para nos ajudar. Mas os últimos tempos têm sido particularmente difíceis para Flor. Perdeu o amor da sua vida e vai ter de lidar com as malvadas bruxas Delfina e Magda que regressaram à mansão Fritzenwalden para “tomar posse” dos seus bens.
Para Delfina, os bens incluem todos os irmãos do Frederico. E quanto mais longe estiverem, melhor. Por isso, a sua primeira medida é mandar os mais novos, Tomás e Martim, para um terrível colégio interno. Com o poder de tutela do seu lado, as bruxas não se coíbem de maltratar toda a gente. Mas Flor nunca desiste de enfrentá-las. É na sequência de uma escaramuça com Magda, que inunda a rua do cabeleireiro de espuma, causando o caos na Travessa dos Beijos.
É nesse momento, no meio da espuma, que Flor conhece Máximo Augusto Calderón de la Hoya, conde de Kricoragán, o homem a quem Frederico salvou a vida no dia em que morreu. Máximo não se recorda de nada do que fez nas últimas duas horas. Desmaiou enquanto tentava prender o assassino do Frederico Fritzenwalden e, quando volta a si, está noutro sítio, nos braços de Flor, encharcado em espuma. Nenhum dos dois sabe quem é o outro, mas o impacto é imediato. Apesar dessa atracção inicial depressa se transformar numa zanga, já está a nascer entre os dois um sentimento mais forte que tudo, do qual ambos vão tentar fugir, sem êxito.
O que Flor ainda não sabe é que a sua relação com Máximo foi planeada no Céu. Na verdade, Deus concedeu a Frederico que um “sopro” do seu espírito permaneça no corpo do conde, dizendo-lhe que Máximo tem a força e a coragem que a ele lhe faltaram para enfrentar a maldade e proteger Flor e os seus irmãos. Em contrapartida, o “sopro do espírito” de Frederico ajudará Máximo a sentir e a amar, a sua grande falha. É assim que Frederico faz o conde assinar um documento, assumindo a tutela dos irmãos Fritzenwalden. Sem saber como nem porquê, o Conde depara-se com uma família a seu cargo, uma casa e um monte de responsabilidades, das quais só quer fugir!
Máximo só quer continuar com a sua tranquila vida de solteiro, mulherengo e conquistador. Tomar conta de cinco órfãos não está nos seus planos. Nem consegue acreditar no que ouve. Os irmãos Fritzenwalden muito menos. Em especial Afonso, que não perdoa a Máximo ele ser o responsável pela morte de Frederico. Para Afonso, Máximo só está interessado no dinheiro da família. Mas a lei impõe que Máximo cumpra as suas obrigações e, depois de muitas peripécias, o conde acaba por se mudar lá para casa.
Flor não reage bem à chegada de Máximo. O seu estilo de vida é completamente o contrário do que ela esperava de um príncipe. Máximo é machista, mulherengo, “bom vivant”, despreza o trabalho e as responsabilidades. Mas Flor não consegue deixar de sentir “algo” impossível de compreender. Começa por inexplicáveis “descargas eléctricas” que se produzem quando os dois se tocam… E transforma-se num afecto que ela se nega a admitir. Por seu lado, Máximo também não percebe o que se passa consigo. Sente premonições, coisa que nunca teve na vida, tem estranhos momentos de déjà vu e sente um carinho inexplicável pelos miúdos. Evaristo, o seu mordomo e homem de confiança de sempre, anda seriamente preocupado com a sua saúde mental.
Flor descobre que o pai lhe deixou em testamento cinquenta por cento dos seus bens. Delfina e Magda fazem de tudo para impedir que ela receba esse dinheiro. Só não contavam com a perspicácia do falecido Adolfo Rebello de Andrade, que redigiu um testamento “à prova de bruxarias”. O que está escrito vai deixar todas surpreendidas…
Apesar dos contratempos, Flor não perde o seu bom humor e a sua alegria. Decide refazer a banda de música, mas desta vez com a intenção de ajudar as pessoas. Os Floribella vão cantar a colégios e a hospitais, vão ajudar pessoas em perigo, atenuando a tristeza delas com a música e a alegria de Flor. A força de Flor vai acabar também por ter um “efeito colateral” – seduzir Lourenço e trazer ao de cima o melhor que ele tem.
Mas não vai ser fácil… Burlão e vigarista de profissão, Lourenço foi o primeiro marido de Delfina. Como ela pensava que o casamento não era válido e nunca houve um divórcio, Delfina cometeu o crime de bigamia. Na verdade, o seu casamento com Frederico não é válido. Lourenço guarda este segredo, a troco de partilhar com ela a fortuna Fritzenwalden.
Nos planos de Lourenço também consta ficar com o dinheiro de Máximo, de quem agora é secretário particular, fingindo ser um militar paralítico na reforma, e com aquele que Flor possa vir a herdar. Inteligente e mentiroso é muito diferente de Delfina, pois tem um coração de criança travessa, e será assim até ao final. Um coração que, contra todas as suas estratégias, comove-se com Flor. Lourenço acaba perdidamente apaixonado por ela e disposto a fazer tudo o que tiver ao seu alcance para conquistá-la.
É assim que nasce o acordo entre Lourenço e Delfina: Ele tem de seduzir Flor, enquanto Delfina conquista o conde e o convence a casar-se com ela. A ideia de se transformar em “condessa” agrada-lhe e, uma vez mais, a bruxa júnior conta com o apoio da mamã, que aspira a ser “rainha mãe”. O quarto elemento deste grupo de criminosos é Araújo, um espertalhão com alguns conhecimentos de medicina e farmácia, que se aproximou das bruxas quando estas precisaram de assessoria durante “a doença mortal” de Delfina. Depois do casamento religioso com Magda, Araújo aspira agora a ter “o papelinho” que o transforme no marido de Magda perante a lei, para poder então ficar com uma parte da herança “Rebello de Andrade”. Na verdade, Araújo tem alma de adolescente. Adora gomas, filmes de terror e livros policiais e às vezes sente empatia pelos miúdos. Tem medo de cobras e falta de jeito para o crime. Em geral, os planos correm-lhe mal, mas como tem um sentido de humor corrosivo e não se cansa de mimar Magda, ela acaba sempre por o desculpar.
O que nenhum dos quatro imagina é que Flor acabará por reconhecer o “sopro” de Frederico no Conde e compreenderá que o amor verdadeiro é mais poderoso que o corpo ou o espírito. E como ainda existem contos de fadas, Floribella vai ter uma segunda oportunidade de ter um final feliz.
Hoje ainda existem contos de fadas...
Ainda existem bruxas...
Ainda existem Cinderelas...
No Mundo das Fadas Encantadas.
Anaflor Valente é uma rapariga em tudo extraordinária. Sempre acreditou em fadas. Que elas não só existem como nos protegem e estão lá, nos momentos mais difíceis. As fadas e todo o seu mundo mágico, onde as coisas que parecem impossíveis se tornam fáceis, estão sempre com ela. Flor, como todos a conhecem, perdeu a mãe em criança, o pai sempre esteve ausente. A vida não lhe foi fácil. Não teve tempo para estudar ou para brincar, como as outras crianças, mas aprendeu a fazer frente aos desafios e a vencê-los, das maneiras mais originais que se possa imaginar.

Um sonho e uma história de amor
Flor tem um sonho. Quer cantar. Os amigos mais próximos, Bata, Flip, Clara e Xana têm uma banda, que atravessa uma crise. Vão ter uma audição importante e a vocalista acaba de abandonar o grupo. Flor agarra a oportunidade. Nessa noite, a banda consegue um concerto. Vão tocar a casa de uma família rica. São os Fritzenwalden. E é lá que Flor conhece Frederico. Há muito tempo que Flor sonhava com o seu príncipe encantado. Imaginava-o alto, louro, de olhos verdes, penetrantes. Quando Flor vê Frederico pela primeira vez, sabe que é ele o seu príncipe, o homem da sua vida. E nunca mais o vai esquecer.
Frederico Fritzenwalden é o mais velho de seis irmãos. Nasceu no seio de uma família luso-alemã da capital. O pai fez fortuna no ramo da engenharia. Fundou um império de empresas e deu aos filhos uma educação germânica, rígida, formal, conservadora. Tinha uma paixão, voar, e passou-a a Frederico. Mas a tragédia abateu-se sobre os Fritzenwalden. Durante um voo de recreio, o pai perdeu os controlos da avioneta que pilotava e despenhou-se. A morte do patriarca dos Fritzenwalden deixou Frederico à frente dos destinos da família. Encheu-o de responsabilidade e retirou-lhe a juventude.
Tal como Flor, Frederico perdeu a mãe muito cedo. Helena Fritzenwalden sempre fora para Frederico o lado do sentimento, da ternura. Frederico perdeu esse lado. E só o vai reencontrar quando conhecer Flor.

As bruxas más
O problema é que Frederico tem uma namorada e vai casar. Delfina Rebello de Andrade conhece Frederico desde que eram miúdos. A mãe dela, Magda, era amiga de Helena Fritzenwalden e é a madrinha de baptizado de Frederico. Delfina e Frederico viveram os dois últimos anos juntos, na Alemanha. Frederico estava a completar uma pós-graduação e Delfina foi viver com ele. Regressam a Portugal para casar e Delfina vai viver para a casa dos Fritzenwalden, com a mãe e a irmã, Sofia.
Os irmãos Fritzenwalden
As coisas na mansão já correram melhor. Helga, a governanta, sempre cuidou das crianças, e conhece os mais pequenos desde que nasceram. Impôs-lhes a disciplina que o pai Fritzenwalden sempre defendeu e ofereceu-lhes uma dedicação extrema. Mas nunca conseguiu dar-lhes o carinho de que precisavam. Agora já não dá conta do recado. A juntar à crescente rebeldia adolescente de Maria, a única rapariga, tem agora de lidar com o isolamento de Martim, um génio precoce e problemático, e com as tropelias do pequeno Tomás, o terror da casa. Só Henrique parece ter juízo. Mas não passa de aparência. Henrique não olha a meios para conseguir uma namorada, e muitas vezes mete-se em asneiras piores que as dos mais pequenos. O problema de Henrique é que, ao contrário do seu irmão gémeo, Afonso, não tem a mesma facilidade com as raparigas, nem o mesmo charme. Henrique percebe de computadores e é um craque nos estudos. Afonso é piloto de karting, atlético e bonito, e nunca ligou muito à escola. E, enquanto Afonso colecciona namoradas, Henrique colecciona frustrações. É que são gémeos falsos.
Flor e os irmãos Fritzenwalden

O que os Fritzenwalden estão a precisar é de alguém que devolva à casa a alegria, o amor e a harmonia que a povou no passado. Por obra do destino, essa pessoa vai ser Flor. A partir do momento em que entra em casa dos Fritzenwalden, Flor começa a viver o seu conto de fadas. O seu príncipe, que parecia inacessível, está cada vez mais próximo. E as bruxas más, Magda e a sua filha Delfina, de tudo farão para a impedir de realizar o seu sonho. Além disso, as crianças já a colocaram no lugar que a mãe deixou vago e Flor sente-se cada vez mais ligada a elas.
A Praça dos Amores Perfeitos
A história de Flor é a história da Cinderela dos tempos modernos. Ou de como o amor vence tudo, mesmo as barreiras impossíveis. Conseguirá Flor ganhar o amor do seu príncipe? Ou será o poder do mal mais forte do que o poder das fadas?
Uma coisa é certa: Flor não vai desistir de ser feliz e de fazer felizes todos os que a rodeiam.